Câmara Municipal de Mairinque

Estado de São Paulo

23 de agosto de 2017

Conheça Mairinque

História da cidade

 RESUMO HISTÓRICO DE MAIRINQUE: DA SUA FUNDAÇÃO ATÉ OS DIAS DE HOJE

     Em meados do século 17, no local onde se ergueu a cidade de São Roque e posteriormente a cidade de Mairinque, Pero Vaz de Barros e Padre Guilherme Pompeu, possuíam grande extensão de terras habitadas por índios. A pouca distancia de São Roque havia um sítio denominado “Sítio das Marmeleiras”. Na gleba denominada Alumínio, ergueu-se uma fábrica de cimento. Em volta da pequena e rude estação de trem erguida por Metheus Maylasky, em 1875, é que se formou o núcleo do que viria ser a cidade de Mairinque, que naquela época era habitada por operários da estrada de ferro e agricultores. Juntamente com a estação, Matheus Maylasky construiu uma pequena oficina de reparos de trens, coberta de zinco, e que só funcionava em casos de emergência.
      
     O Conselheiro Francisco de Paula Mayrink, quando já presidia a Companhia Sorocabana, vistoriando toda a rota da estrada de ferro, pressentiu que aquele seria o lugar ideal para funcionar como centro de ligação entre o mar, o “hinterland” (interior do país) e o oeste do Estado de São Paulo. Tudo isso bem perto da capital paulista, de Santos e de Itú.
Construção da estrada de ferro Mairinque / Santos
 
     Já existiam ali, uma parada de trens, um pátio e uma oficina, tudo muito rudimentar. A topografia do lugar e a posição geográfica da estação, exigiam melhorias. Dessa forma, o Cons. Francisco de P. Mayrink tomou providências e alargou o pátio. Os operários -muitos deles residentes em São Roque-, os agricultores, e os índios dispersados pela região, moravam em locais simples, sem higiene e conforto. 
A VILA MAYRINK

    

     O Conselheiro construiu então uma vila no povoado, iniciando a construção de 100 pequenas casas iguais, inaugurando o conjunto em 27 DE OUTUBRO DE 1890. 

     A vila possuía também: duas biroscas (estabelecimentos comerciais modestos), botica (farmácia) e uma pequena escola (a primeira em toda a região). Criada ali para atender aos filhos dos trabalhadores da estrada de ferro.
 
     Era uma vila bem arrumada, erguida numa clareira da mata situada em uma velha fazenda de nome Canguera, palavra que em língua Tupi, significa “ossada”, razão pela qual se achava que ali existisse algum cemitério indígena. A fazenda Canguera teve vários donos, e entre eles, Manuel da Costa Nunes, o “Manduzinho”, antigo capataz, que escravizava índios e funcionava como uma espécie de “Xerife” do local. Um dos últimos donos da fazenda foi Antônio da Silva Eugênio Bey, que viveu ali até 1880, ano em que o Conselheiro atingiu a direção suprema da Sorocabana. O local da primeiro vila acabou ficando conhecido como “manduzinho”, o apelido de seu proprietário. Mas como as cem primeiras casas rapidamente tornaram-se insuficientes para o abrigo de tantos interessados em para cá virem, Francisco de Paula Mayrink projetou outros núcleos habitacionais. Comprou mais 264 alqueires de terra e tratou de ampliar a vila. Na área da ferrovia, o Conselheiro realizou a ligação de Canguera para o mar e a incorporação da estrada de ferro Ituana. Como a vila fundada em 1890 era de caráter residencial, a placa da estação continuou estampando o nome de “Canguera”. Em fins de 1891 substituíram-na por “Manduzinho”, mas em 1892 já vigorava o nome de “Mayrink ” em clara homenagem ao Conselheiro. Todavia, em 1897 foi reposto o nome de “Manduzinho”, porém no ano de 1900, volta em caráter definitivo o nome do Conselheiro para a vila. Dizem inclusive que houve no ato da volta da placa do fundador da vila, grandes festejos. (foto Mvc. 008s)
 
O CONTÍNUO DESENVOLVIMENTO DA VILA MAYRINK
 
     Em 1904 elevou-se à categoria de Distrito Judicial. Em 1909 passou a Distrito de Paz, subordinada à São Roque. Com o rápido desenvolvimento da via férrea, novos operários eram admitidos em grande número. Vinham de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, tornando-se necessário resolver o problema de habitação. Nessa ocasião construíram-se alguns alojamentos mais confortáveis para as famílias dos empregados da Estrada, pois era a maioria dentro do aumento da população. Construíram-se também um hotel, novas lojas e três quarteirões de casas, que constituem hoje, a zona central da cidade.
     Começaram simultaneamente outros melhoramentos: farmácias, escolas reunidas, posto policial, açougue etc. Em conseqüência da construção dessas residências, do reservatório de água e esgoto, a Vila Mayrink mudou seu aspecto. Suas ruas ficaram mais bonitas, mais iluminadas (com gás acetileno que provinha de um gasômetro construído atrás do edifício sede da estrada de ferro) e com uma respeitável população urbana. Diziam que até 1958 alguns dos canos que conduziam o gás ainda estavam enterrados debaixo do calçamento.
 
 
 POPULAÇÃO

 

     Segundo estimativas oficiais do IBGE, o município de Mairinque conta atualmente com uma população rural e urbana em torno de 48 mil habitantes.
 
ARRECADAÇÃO ANUAL  
 
      Orçamento Anual para o ano de 2009 está estimado em RS 76.179.200,00 (Setenta e Seis Milhões, Cento e Setenta e Nove Mil e Duzentos Reais)
 

 ELEITORES

Segundo dados de 2008 do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Mairinque tem 34.073 eleitores.

   

INDÚSTRIA, AGRICULTURA, COMÉRCIO E SERVIÇOS EM MAIRINQUE
 
 
 
Indústria
 
     Desde 1969, com a promulgação da Lei Municipal Nº 387/69 de 30 de Junho de 1969, concedendo vários incentivos às indústrias que viessem a se instalar no município, tais como doação de áreas, isenção de impostos etc; e a criação do Distrito Industrial pela Lei Municipal Nº 388/69 de 30/06/69, Mairinque iniciou uma nova fase de crescente progresso. Várias indústrias para cá vieram, sendo a pioneira a MET-POR Filtros Metálicos Porosos Ltda. (cuja sucessora hoje em atividade é a CUNO-LATINA), sem mencionar a CBA (Cia Brasileira de Alumínio) do Grupo Votorantin, que está em atividade desde o início do século 20, cuja sede está no município de Alumínio, então distrito de Mairinque.
 
     Hoje Mairinque conta com um parque industrial bastante diversificado, com dezenas de indústrias operando em seu território. A expansão do parque industrial mudou a fisionomia da cidade, gerando um rápido crescimento urbano. Destacam-se como as principais indústrias do município: Cargill, Tortuga, Cefri, Etruria, Eternox, Fiorella, Giardino, Agrosthal, Fersol, Takara, Lancer, Imagraf, entre outras.
 
Agricultura
 
     Das atividades agrícolas, prevalecem as horti-fruti-granjeiras, destacando-se neste setor a produção de frutas variadas, verduras, legumes e flores. A agricultura é técnica e com a eletrificação rural em 100% das propriedades, facilita a operacionalização em todas as fases de produção e colheita.


     Há ainda no município a criação de peixes (carpas e tilápias), um pouco de pecuária (bovinos e suínos), avicultura e alguns haras (eqüinos).
 
Comércio e Serviços
 
     À partir da década de 1980 estes dois setores da economia de Mairinque experimentaram significativo desenvolvimento. Houve uma grande profissionalização e o cuidado de se oferecer ao consumidor (cada dia mais exigente), produtos e serviços de boa qualidade e a preços competitivos, se comparados a outros centros comerciais da região.
 
Ferrovia
 
     Mairinque continua sendo um dos mais importantes entroncamentos ferroviários do país. A cidade é uma das mais preparadas para abrigar um centro logístico para distribuição de produtos, pois interliga o transporte rodoviário com o ferroviário de maneira ágil e competente. Está no entroncamento de rotas de centros comerciais expressivos: São Paulo, Santos, Campinas, interior do Estado de SP, Centro Oeste do Brasil entre outros. É cortado por duas das mais importantes rodovias do Brasil: Castello Branco e Raposo Tavares. Condições essenciais para se tornar um ‘porto seco’ de exportação e importação de produtos.
 
 
 
fonte: REVISTA MAIRINQUE 94 ANOS - Edição Comemorativa

HORÁRIO DE EXPEDIENTE Segunda à sexta-feira das 8h às 17h30 exceto nos feriados e pontos facultativos
HORÁRIO DE PROTOCOLO Segunda à sexta-feira das 11h às 16h exceto nos feriados e pontos facultativos
SESSÕES ORDINÁRIAS Segundas com início às 17h exceto nos feriados e pontos facultativos

Avenida Dr. Gaspar Ricardo Júnior, 185 - Centro - Mairinque-SP - Cep: 18120-000
Tel.: 11 4708-2910 | 4708-4211 | 4718-4764 | 4718-4690
Copyright©2016 Câmara Municipal de Mairinque - Todos os direitos reservados
Produzido por Olé Web Comunicação